Shotapen L. A.

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Descrição

Tratamento de infecções de origem bacteriana causadas por microorganismos sensíveis à penicilina e à dihidroestreptomicina em bovinos, ovinos, caprinos, suínos, equinos, caninos e felinos.

Frascos-ampola de vidro contendo 20, 50, 100 ou 250 mL.

Fórmula

Benzilpenicilina procaína………10.000.000 UI
Benzilpenicilina benzatina…….10.000.000 UI
Dihidroestreptomicina (sulfato)……….20 g
Veículo…….. q.s.p……………….100 mL

Posologia

Agitar bem antes de usar. Administrar a dose recomendada por via subcutânea ou intramuscular.
Bovinos, ovinos, suínos, equinos, caninos e felinos: administrar 1,0 mL de Shotapen® L.A. para cada 10 Kg de peso.
Em casos severos, repetir a aplicação depois de 48 a 72 horas.
O tratamento deve persistir por no mínimo 48 horas após o desaparecimento dos sintomas.

Propriedades

Shotapen® L. A. é uma preparação injetável pronta para uso que associa as benzilpenicilinas procaína e benzatina à dihidroestreptomicina, o que confere ao produto não somente um amplo espectro, mas também um prolongado período de ação. As benzilpenicilinas procaína e benzatina são potentes antibióticos da família dos Beta-lactâmicos que atuam inibindo a síntese da parede celular bacteriana através da interferência sobre a enzima transpeptidase. Apresenta atividade principalmente contra microorganismos Gram-positivos tanto aeróbios quanto anaeróbios.

Devido às suas estruturas moleculares, estes antibióticos são particularmente sensíveis à hidrólise ácida e são rapidamente decompostos no estômago se administrado por via oral. Sob formulação adequada, após administração parenteral, concentrações plasmáticas terapêuticas são mantidas por longos períodos. A biotransformação desta substância é pequena e a eliminação ocorre sob a forma ativa, quase exclusivamente através dos rins. A dihidroestreptomicina é um aminoglicosídeo pertencente ao grupo de oligossacarídeos encontrados em culturas do fungo Streptomyces griseus.

Sua ação ocorre sobre a subunidade ribossômica 30S o que produz interferência sobre a síntese protéica bacteriana. Seu espectro de ação atinge principalmente microorganismos Gram-negativos. Após administração parenteral, concentrações plasmáticas terapêuticas máximas são alcançadas em 2 horas.

Menos do que 5% da quantidade injetada é biotransformada e a eliminação ocorre, sob a forma ativa, através dos rins. A associação penicilina-dihidroestreptomicina é freqüentemente sinérgica. A penicilina interrompendo a síntese da parede celular bacteriana facilita a penetração e ação da dihidroestreptomicina.

Efeitos Colaterais

Não são observados efeitos adversos quando o medicamento é administrado segundo as doses recomendadas.

Casos de hipersensibilidade à penicilina podem ser observados.

O tratamento de reações anafiláticas às penicilinas consiste da administração de adrenalina, corticosteróides (dexametasona) e oxigenioterapia. Ototoxicidade, bloqueio neuromuscular e nefrotoxicidade podem ocorrer quando do uso de antibioticos aminoglicosídeos.

Contra Indicações

Não aplicar o produto em aves.

Não utilizar a via endovenosa.

Precauções

Não administrar a animais com hipersensibilidade às penicilinas.

Em animais com disfunções renais, ajustar a dosagem do produto para evitar a retenção da dihidroestreptomicina.

Período de carência

Carne: somente abater animais para consumo humano 30 dias após a última administração.

Leite: somente utilizar leite para consumo humano 8 a 10 ordenhas após a ultima administração do produto.

Conservar entre 2ºC e 8ºC, ao abrigo solar. Não congelar. Manter fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Validade

18 (dezoito) meses após a data da fabricação.